Quando começou a ser proibido dizer o que sente sem ter medo?
Quando eu comecei a ser obrigada a fingir que tudo é mentira ou que tudo é verdade?
Que mundo é esse que me faz eu me sentir mal por ter os sentimentos mais puros e profanos ao mesmo tempo?
Que mundo é esse que faz da sinceridade chacota para os corações perversos?
Quando os corações perversos passaram a ser maioria?
Quando comecei a ter vergonha de querer descobrir se é amor ou paixão?
Nenhuma dessas perguntas traz respostas interessantes.
Eu não pergunto procurando respostas.
Pergunto para fugir das respostas que não têm perguntas.
Quero fugir das certezas que insisto em duvidar.
Gostaria de não sentir o proibido ao invés de ter medo de o confessar.
Gostaria que não houvesse verdades ou mentiras ao invés de fingir sua existência.
Gostaria de poder ser puramente profana ou profanamente pura sem me sentir mal.
Gostaria de ter um coração perverso para contemplar o fim do amor e da paixão.
Gostaria ia ia ia... mas nem fui.
Eu minto quando digo não saber das coisas. Todo mundo mente quando diz não saber das coisas.
Isso acontece porque preferiríamos não saber.
A dúvida é um álibi.
Você é o meu crime.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
Sem km/h

Um disfarce. Um acaso. Um caso.
Sem sentimentos
Cem sentimentos
Me diga você o que é isso.
Me faça arder
Não quero sentir medo
Isso eu já sinto sem você
Uma pose. De relance um lance.
Um laço.
Um afeto. Um amasso.
Palavras tortas.
Sem amores
Cem amores
Sacode minha vida, levanta meu astral
E diz tchau.
Um paralelo. Um par. Um elo.
Sem desejos.
Cem desejos.
Mente vazia cheia de beijos
Esqueci que você é de lá.
Então vá.
Mas deixe alguma coisa, um sinal
Um sentido sem sentidos
Cem sentidos.
Sem sentimentos
Cem sentimentos
Me diga você o que é isso.
Me faça arder
Não quero sentir medo
Isso eu já sinto sem você
Uma pose. De relance um lance.
Um laço.
Um afeto. Um amasso.
Palavras tortas.
Sem amores
Cem amores
Sacode minha vida, levanta meu astral
E diz tchau.
Um paralelo. Um par. Um elo.
Sem desejos.
Cem desejos.
Mente vazia cheia de beijos
Esqueci que você é de lá.
Então vá.
Mas deixe alguma coisa, um sinal
Um sentido sem sentidos
Cem sentidos.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Pode ser, se eu estiver a fim

Em segundos vejo tudo perder o sentido, minutos depois recupero toda segurança que há em mim. Se é que há.
Talvez seja mais uma das minhas farsas
O que me dá a chance de ser tudo e ser nada.
Pode confiar em minhas palavras, só não as eternize.
Se te digo que te amo, foi exatamente naquele momento que o sentir. Já amanhã? Se eu disser que te amo de novo, é porque voltei a amar, se não o disser, porque não o sinto mais. Talvez mais tarde.
Perturba-me às vezes não saber prever o que serei, do que gostarei, de quem gostarei, ou se simplesmente gostarei. Assusta-me essa vulnerabilidade, mas assumo o risco de me ser. Se é que sou.
E quem é que sabe?
Minhas únicas certezas eu não posso revelar, são sujas e o mundo é limpo. Não é assim que parece? As verdades sao tão preciosas que se tornam um prêmio para quem as ouve. Não darei este presente a todos.
Já não me chateiam os percalços da vida, não hoje. Talvez amanhã. Mas hoje, gosto do que preenche minha cabeça e me sinto bem por não ser comum, talvez pior que a maioria, mas não me preocupa. Não hoje, talvez amanhã. Gosto do que ouço, gosto do que vejo, gosto do que sinto, não gosto do que digo, mas gosto de dizer. E digo. É a vida ardendo em mim e me pedindo para viver. Não é amor pela vida que sinto. Só um desejo de preencher a vida com amores e os amores com um pouco mais de vida.Por hoje eu seria tudo, talvez amanhã não. Não eternize minhas palavras. Só acredite nelas, hoje. Talvez, amanhã não.
Talvez seja mais uma das minhas farsas
O que me dá a chance de ser tudo e ser nada.
Pode confiar em minhas palavras, só não as eternize.
Se te digo que te amo, foi exatamente naquele momento que o sentir. Já amanhã? Se eu disser que te amo de novo, é porque voltei a amar, se não o disser, porque não o sinto mais. Talvez mais tarde.
Perturba-me às vezes não saber prever o que serei, do que gostarei, de quem gostarei, ou se simplesmente gostarei. Assusta-me essa vulnerabilidade, mas assumo o risco de me ser. Se é que sou.
E quem é que sabe?
Minhas únicas certezas eu não posso revelar, são sujas e o mundo é limpo. Não é assim que parece? As verdades sao tão preciosas que se tornam um prêmio para quem as ouve. Não darei este presente a todos.
Já não me chateiam os percalços da vida, não hoje. Talvez amanhã. Mas hoje, gosto do que preenche minha cabeça e me sinto bem por não ser comum, talvez pior que a maioria, mas não me preocupa. Não hoje, talvez amanhã. Gosto do que ouço, gosto do que vejo, gosto do que sinto, não gosto do que digo, mas gosto de dizer. E digo. É a vida ardendo em mim e me pedindo para viver. Não é amor pela vida que sinto. Só um desejo de preencher a vida com amores e os amores com um pouco mais de vida.Por hoje eu seria tudo, talvez amanhã não. Não eternize minhas palavras. Só acredite nelas, hoje. Talvez, amanhã não.
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